Teste da orelhinha: o que é, quando fazer e se não fez

A bolsa da maternidade está pronta. O quarto está arrumado. E alguém da família pergunta: “já marcaram o teste da orelhinha?” Muita gente nunca explicou direito o que é isso. E quem já teve o bebê em casa às vezes lembra de repente: será que fez?
Este texto é só informativo. A Aureli não realiza o teste da orelhinha. Aqui você entende como ele funciona, quando é feito e a quem recorrer se ficou a dúvida.
Em resumo
- O teste da orelhinha é feito na maternidade, e a lei brasileira o torna obrigatório e gratuito nos hospitais e maternidades.
- O ideal é fazer logo nos primeiros dias e, no máximo, até 1 mês de vida.
- Se não fez, fale com o pediatra ou com a unidade de saúde. Não espere o bebê “mostrar” algum sinal.
O que é o teste da orelhinha?
O nome popular é teste da orelhinha. O nome técnico é Emissões Otoacústicas Evocadas. Pense nele como um “eco” do ouvido: o aparelho emite um som suave e verifica se o ouvido interno responde. Se a resposta aparece, é um bom sinal. Se não aparece, é preciso olhar com mais cuidado.
As Diretrizes do Ministério da Saúde descrevem o exame como rápido, simples e não invasivo. Ele identifica a maioria das perdas auditivas que se originam na parte do ouvido chamada cóclea.
A lei obriga a fazer?
Sim. A Lei nº 12.303, de 2 de agosto de 2010, diz que é obrigatória a realização gratuita do exame de Emissões Otoacústicas Evocadas em todos os hospitais e maternidades, nas crianças nascidas em suas dependências.
Na prática, quem nasce em hospital ou maternidade deve sair com o exame feito ou agendado. Pergunte na alta se ele foi realizado e peça o resultado por escrito.
Quando fazer o teste da orelhinha?
O Ministério da Saúde recomenda que o teste seja feito, de preferência, nos primeiros dias de vida (entre 24 e 48 horas), ainda na maternidade, e no máximo durante o primeiro mês. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) diz o mesmo: todos os bebês devem fazer a triagem auditiva até 1 mês de idade.
Por que tanta pressa? As Diretrizes explicam que, quando a perda auditiva é permanente, o diagnóstico e a intervenção iniciados antes dos seis meses de vida possibilitam, em geral, melhores resultados para a audição, a fala e o aprendizado.

E se o bebê não passar no teste?
Respire. Falhar na primeira vez não quer dizer que o bebê é surdo. As Diretrizes registram que líquido ou resíduos no ouvido do recém-nascido, como o vérnix, podem causar falsa falha. Por isso existe o reteste.
O passo a passo, segundo o Ministério da Saúde:
- Se o bebê falhar, os pais devem ser orientados a voltar para o reteste em até 30 dias.
- Se falhar de novo, o bebê deve ser encaminhado imediatamente para avaliação com otorrinolaringologista e com audiologia.
- O diagnóstico deve ficar pronto até os 3 meses de vida.
Quem passa no teste também merece atenção, e a Aureli tem um texto sobre isso: meu filho ouve bem? sinais por idade. O Instituto Nacional de Surdez dos Estados Unidos (NIDCD) lembra que a perda auditiva pode aparecer em qualquer fase da vida.

E se o meu bebê não fez o teste?
Se o seu bebê não fez, o primeiro passo é falar com o pediatra ou com a unidade de saúde. Leve a caderneta e conte o que aconteceu.
O pediatra pode dizer onde e como fazer. Para o seu bebê, a Aureli não é o lugar, porque não realizamos esse exame. Se a dúvida é sobre sinais de audição em uma criança maior, o texto sobre o que faz a fonoaudióloga mostra quando faz sentido procurar esse profissional.
Procure o pediatra ou o pronto atendimento sem demora se o bebê tiver dor de ouvido ou secreção saindo do ouvido.
Quem de casa também precisa de um teste?
Quem cuida de um recém-nascido costuma esquecer de si mesmo. Muitas vezes a avó fala alto demais ou o avô diz “hã?” o tempo todo, e ninguém lembra que a audição deles também merece um exame. Os 10 sinais de perda auditiva em adultos ajudam a perceber. E se o assunto for delicado, veja como falar com seu pai sobre audição sem briga.
Para um adulto da família (pais, avós), a Aureli oferece avaliação auditiva gratuita em São Bernardo do Campo. Revendedor Oficial Phonak.
Agende pelo WhatsApp: (11) 97870-9261. Atendimento de segunda a sexta, das 9h às 18h, e sábado, das 9h às 15h.
Perguntas frequentes
O teste da orelhinha dói ou machuca o bebê?
As Diretrizes do Ministério da Saúde descrevem as Emissões Otoacústicas como um teste rápido, simples e não invasivo. Pergunte à equipe da maternidade como será feito com o seu bebê.
Quem nasceu em casa precisa fazer o teste?
A lei garante o exame às crianças nascidas nas dependências de hospitais e maternidades. Para quem nasceu fora, o Ministério da Saúde diz que a triagem deve ser feita até o primeiro mês de vida, então vale conversar com o pediatra sobre onde fazer.
O resultado “passou” quer dizer que o bebê nunca terá problema de audição?
Não. O NIDCD explica que a perda auditiva pode ocorrer em qualquer fase da vida. Se algo parecer estranho ao longo do crescimento, fale com o pediatra.
A Aureli faz o teste da orelhinha?
Não. A Aureli não realiza esse exame. Para o bebê, procure a maternidade, o pediatra ou a unidade de saúde.
Fontes
- Brasil. Lei nº 12.303, de 2 de agosto de 2010. Câmara dos Deputados, Legislação Informatizada. camara.leg.br. Conferido em 09/10/2026.
- Ministério da Saúde. Diretrizes de Atenção da Triagem Auditiva Neonatal (2012). gov.br/saude. Conferido em 09/10/2026.
- NIDCD. Your Baby’s Hearing Screening and Next Steps (atualizado em 10/06/2024). nidcd.nih.gov. Conferido em 09/10/2026.
- CDC. About Hearing Loss in Children (2024). cdc.gov. Conferido em 09/10/2026.
Jessica Ramos, Fonoaudióloga, CRFa 2-24790.
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